quarta-feira, 10 de julho de 2013

A Revolução Constitucionalista de 1932

 Vocês conhecem a sigla MMDC?

São as iniciais do nome de 4 estudantes paulista que lutaram na Revolução de 1932:
- Mário Martins de Almeida (São Manuel, 08/02/1901 - SP, 23/05/1932)
- Euclides Bueno Miragaia (São José dos Campos, 21/04/1911 - SP, 23/05/1932)
- Dráusio Marcondes de Sousa (SP, 22/09/1917 - SP, 28/05/1932)
- Antônio Americo de Camargo Andrade (SP, 03/12/1901 - SP, 23/05/1932)

"Um dizia: “Sergipe”; o outro respondia: “37”. Na Rua Sergipe, número 37, bairro de Higienópolis, ficava a casa em que os conspiradores montaram seu quartel-general, naquele nervoso sábado, dia 9 de julho de 1932. O endereço foi transformado em senha e contrassenha para as comunicações entre eles. Mensageiros entravam e saíam do local. A ordem era assegurar o controle das forças militares e policiais em São Paulo, bem como dos Correios, da telefônica e de outros serviços. São Paulo, por suas principais lideranças políticas, aliadas a militares dissidentes, declarava-se em insurreição armada contra o regime de Getúlio Vargas, instalado um ano e nove meses antes. Tinha início o episódio conhecido como “Revolução Constitucionalista”, “Contrarrevolução”, “Revolução Paulista”, “Guerra Paulista” ou “Guerra Civil Brasileira”, conforme a perspectiva e a orientação política do observador."

            "Os dois lados tiveram centenas de mortos. Não houve batalhas espetaculares; era mais razoável fugir ou se render do que lutar até a morte em uma guerra "entre irmãos". Uma batalha podia ter dez mortos, 30 feridos e 400 prisioneiros." In.: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1117272-relembre-como-foi-a-revolucao-de-32-que-completa-80-anos-hoje.shtml

ESTUDOS
                  "Em 80 anos, muita tinta foi usada para descrever a Revolução de 1932. É possível identificar pelo menos três fases.
                Houve uma primeira onda de textos, principalmente de origem paulista (e incluindo livros de memórias), exaltando os ideais democráticos do levante; e em seguida uma leva posterior, de origem marxista, ressaltando a ideia de que tudo não passou de uma briga entre grupos da "classe dominante", e sempre que foi necessário os "proletários" foram perseguidos.
           Novos pesquisadores tentam entender o caráter multifacetado do evento, identificando uma participação popular inédita na história.
                  O historiador Marco Antonio Villa deixa claro que a "questão democrática" foi "a grande herança política da revolução, uma espécie de tesouro perdido, muito valioso, especialmente em um país marcado por uma tradição conservadora, elitista e antidemocrática". In.: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1117272-relembre-como-foi-a-revolucao-de-32-que-completa-80-anos-hoje.shtml

"Comício realizado sob chuva na Praça da Sé, em 25 de janeiro de 1932: ato no dia do aniversário da cidade para defender a criação de uma Assembleia Constituinte" Fonte: http://vejasp.abril.com.br/materia/oitenta-anos-revolucao-1932?gclid=CPubqcnvpLgCFVBp7Aod8FMAOw
(Foto: Secretaria Municipal de Cultura)

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